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Comunidade é o novo funil: por que marcas que constroem vínculo vendem mais

Comunidade é o novo funil: por que marcas que constroem vínculo vendem mais

O e-commerce já entendeu como atrair tráfego e todo o processo de marketing que inclui anúncios, funis, automações e campanhas sazonais. Mas, mesmo com toda essa estrutura, muitos lojistas enfrentam o mesmo problema: vendas instáveis, CAC crescente e dificuldade em manter clientes ativos.

O consumidor mudou e não quer apenas comprar. Ele quer se identificar, pertencer e confiar.

É nesse cenário que surge uma virada estratégica que vai definir o crescimento nos próximos anos: comunidade.

Não estamos falando de seguidores. Estamos falando de vínculo.

Segundo análise do E-commerce Brasil, o aumento do custo de aquisição tem pressionado margens no varejo digital. Ao mesmo tempo, manter um cliente ativo custa menos do que conquistar um novo. Mesmo assim, a maioria das lojas ainda investe quase tudo em atração e pouco em retenção.

Construir comunidade muda essa lógica. Quer entenda mais sobre isso? Então, acompanhe este post do ComEcomm até o final. Boa leitura!

O que realmente significa criar comunidade no e-commerce

Comunidade não é grupo inativo no WhatsApp. Não é lista de e-mails que ninguém abre. Não é perfil com muitos seguidores silenciosos.

Comunidade é quando o cliente se sente parte de uma marca.

Existe identificação. Existe diálogo. Existe troca.

Marcas que constroem comunidade:

  • Compartilham bastidores
  • Têm posicionamento claro
  • Escutam seus clientes
  • Incentivam participação
  • Reconhecem quem interage

Isso transforma a relação de transacional para relacional — e relacionamento vende mais.

Por que comunidade reduz o custo de aquisição

Comunidade é o novo funil: por que marcas que constroem vínculo vendem mais

Quando você depende exclusivamente de tráfego pago, cada venda exige investimento direto. Se o anúncio para de rodar, a venda não acontece.

Já marcas com uma comunidade ativa conseguem gerar vendas a partir da própria base. Clientes indicam. Compartilham. Comentam. Criam conteúdo.

A ABIACOM destaca frequentemente que retenção é um dos pilares do crescimento sustentável no e-commerce. E retenção nasce de vínculo, não apenas de preço.

Uma base engajada:

  • Diminui dependência de mídia paga
  • Aumenta recompra
  • Eleva LTV
  • Gera prova social espontânea

Isso traz previsibilidade.

O papel do conteúdo gerado pelo cliente (UGC)

Um dos ativos mais poderosos de uma comunidade é o conteúdo gerado pelo próprio consumidor, o que inclui:

  • Avaliações reais
  • Fotos usando o produto
  • Vídeos mostrando resultados
  • Depoimentos espontâneos

De acordo com estudos amplamente divulgados pela Nielsen, consumidores confiam muito mais em recomendações de pessoas do que em publicidade tradicional.

Isso reduz objeções e acelera a decisão de compra.

Quando a comunidade fala pela marca, a conversão exige menos esforço.

O pós-venda como ponto de partida

Um dos maiores erros no e-commerce é tratar a venda como linha de chegada.

Para quem constrói comunidade, a venda é o começo.

Marcas que trabalham bem essa etapa:

  • Perguntam sobre a experiência de entrega
  • Oferecem conteúdo de uso
  • Facilitam trocas
  • Solicitam feedback
  • Criam desafios ou campanhas colaborativas

Esse cuidado gera percepção de atenção e proximidade — e com a isso a recorrência acontece naturalmente.e

Como começar a construir comunidade na prática

Criar comunidade exige intenção estratégica. Não acontece por acaso.

Alguns pilares fundamentais incluem:

Posicionamento claro
Marcas genéricas não criam comunidade. É preciso ter mensagem, identidade e propósito definidos.

Espaço de interação
Grupos exclusivos, lives, conteúdos interativos, eventos online ou experiências presenciais fortalecem o vínculo.

Reconhecimento constante
Destacar clientes, repostar conteúdos, responder comentários e valorizar participação reforça pertencimento.

Consistência na comunicação
Comunidade se constrói com presença contínua. Não com ações isoladas.

No início, o crescimento pode parecer lento. Mas, no médio e longo prazo, o impacto é estrutural.

O que muda quando a comunidade cresce

Quando uma comunidade se consolida, o funil deixa de depender apenas de tráfego pago.

Dessa forma, o topo passa a ser alimentado organicamente, o meio encurta porque há confiança e fundo converte com menos fricção.

Marcas com comunidade:

  • Lançam produtos para uma base já aquecida
  • Recebem feedback antes da concorrência
  • Sofrem menos com mudanças de algoritmo
  • Mantêm vendas mesmo com redução de investimento em mídia

Comunidade é ativo, não campanha

O erro mais comum é tratar comunidade como estratégia pontual. Uma campanha ou um grupo temporário.

Comunidade é construção de longo prazo.

Ela exige clareza estratégica, execução consistente e foco em relacionamento. Mas, quando bem estruturada, transforma clientes em defensores naturais da marca.

E defensores vendem melhor do que anúncios.

A pergunta que fica é direta: sua loja está apenas comprando vendas ou está construindo um ativo que cresce com você?

Se você quer continuar aprendendo as melhores estratégias para alavancar o seu e-commerce, faça parte do ComEcomm, o maior grupo de empreendedorismo, educação, networking e aceleração de e-commerce do Brasil.

Pesquisa revela: 44% das empresas de e-commerce usam apenas um ERP no interior Paulista

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É normal que um e-commerce opere com apenas um ERP. Na maioria das empresas, a escolha por um único sistema faz sentido: simplifica processos, reduz retrabalho e evita “ilhas” de informação.

A pesquisa ouviu 2.867 empresários de e-commerce, em 15 grupos regionais, para mapear qual ERP realmente está sendo usado no mercado. O recorte do interior paulista mostrou um dado direto: 44% das empresas usam apenas um ERP e, dentro desse cenário, aparece uma concentração relevante em ferramentas específicas, com destaque para o Bling no ranking apresentado.

Acompanhe este post até o final para entender mais sobre esses dados, ver o ranking completo da pesquisa e saber se você está escolhendo o ERP correto para a sua operação de e-commerce. Vamos lá? Boa leitura!

O que é ERP e por que ele virou o centro da operação

ERP é a sigla para Enterprise Resource Planning. Na prática, é o sistema que centraliza a operação da empresa e conecta rotinas que não podem falhar. No e-commerce, o ERP costuma ser o “cérebro” por trás da venda. A plataforma vende. O ERP garante que o pedido vire entrega, nota fiscal e financeiro organizado.

Quando o ERP não está bem resolvido, o e-commerce até vende, mas sofre para crescer. É aí que aparecem os problemas que mais consomem margem e tempo do lojista: estoque errado, pedido travado, nota fiscal virando gargalo, expedição lenta e retrabalho em planilhas.

A escolha e integração do ERP é um dos pontos que mais impactam produtividade, controle e escalabilidade de lojas virtuais.

O que um ERP precisa fazer bem no e-commerce

ERP não é “só gestão”. ERP é o que define a previsibilidade da operação. No e-commerce, as funções mais críticas costumam ser:

  • Gestão de estoque (entrada, saída, inventário, giro e ruptura)
  • Centralização de pedidos (loja virtual e marketplaces)
  • Emissão fiscal (NF-e e regras tributárias)
  • Gestão de compras e reposição
  • Financeiro básico (contas a pagar/receber e conciliações)
  • Integrações com plataforma, hubs, marketplaces e logística

Quando essas peças estão integradas, a operação flui. Quando não estão, o lojista fica refém de correções manuais.

O ranking da pesquisa realizada

Usar apenas um ERP é o padrão do mercado. O que chamou a atenção é a concentração em uma mesma ferramenta em um mercado com tantas realidades diferentes.

Confira o resultado da pesquisa com os ERPs citados pelos empresários de e-commerce:

  • 1º Bling
  • 2º Outros
  • 3º Olist ERP
  • 4º SoftUp
  • 5º TOTVS
  • 6º SAP

O que essa pesquisa ensina para o lojista

Esse dado do interior paulista revela um comportamento típico do e-commerce brasileiro: o lojista quer simplificar. Quer reduzir complexidade. Quer operar com previsibilidade. Quer um sistema que funcione no dia a dia.

A pergunta que vale para qualquer operação não é “qual ERP o mercado usa”. É:

  • Meu ERP reduz trabalho manual ou só desloca o problema?
  • Ele integra bem com meus canais de venda?
  • Ele aguenta meu volume em datas fortes?
  • Ele me ajuda a proteger margem e evitar ruptura?

Em um e-commerce que cresce, tecnologia é base. Mas processo é o que sustenta.

A pesquisa mostrou algo importante: mesmo em um mercado capilarizado, com perfis muito diferentes de operação, existe uma concentração forte em torno de determinadas soluções. Isso indica preferência coletiva, maturidade crescente e uma busca clara por eficiência operacional.

Para o lojista, a mensagem é direta. ERP não é custo administrativo. É alavanca de escala.

Se você quer trocar experiências com outros lojistas e entender como estruturar tecnologia, processos e operação para crescer com previsibilidade, torne-se membro do ComEcomm e faça parte do maior grupo de empreendedorismo, networking, educação e aceleração de e-commerce do Brasil.

Tributação de Lucros em 2026: o que mudou e o que todo empresário precisa saber

O ano de 2026 marca uma virada significativa no cenário fiscal brasileiro. Quem distribui lucros — seja dono de e-commerce, sócio de PME ou gestor financeiro — precisa entender as novas regras para evitar autuações, pagar o imposto correto e aproveitar as janelas de planejamento ainda disponíveis.

Neste artigo, a Fibonacci explica em linguagem clara o que mudou, o que permanece e quais ações tomar agora.

1. O fim da DIRF e a nova era da apuração em tempo real

A principal mudança operacional de 2026 é a extinção definitiva da DIRF — a Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte — que foi substituída por dois sistemas:

  • eSocial: para rendimentos do trabalho (salários, pró-labore, etc.)
  • EFD-Reinf: para os demais rendimentos, incluindo a distribuição de lucros

Na prática, isso significa que o processamento anual dá lugar à apuração mensal em tempo real. A Receita Federal passa a ter acesso às informações muito mais rapidamente — o que aumenta a necessidade de organização contábil ao longo do ano, e não apenas no fechamento.

O que muda no dia a dia da empresa:

Toda distribuição de lucros precisa ser informada mensalmente pelo evento R-4010 da EFD-Reinf, com três dados obrigatórios: valor bruto distribuído, valor tributável (o que ultrapassar R$ 50 mil) e o IRRF retido.

O imposto retido será confessado via DCTFWeb, gerando um DARF numerado para pagamento unificado com os demais tributos da empresa. E a ECF de 2027 (referente ao ano de 2026) exigirá o detalhamento completo dos lucros apurados e distribuídos.

2. A nova tributação sobre distribuição de lucros

Esta é a mudança mais impactante para sócios e empresários: o fim da isenção irrestrita sobre dividendos.

A nova legislação estabelece limites e alíquotas claras:

Faixa de distribuição mensal Alíquota de IRRF Responsabilidade
Até R$ 50.000,00 Isento Empresa (declaração apenas)
Acima de R$ 50.000,00 10% sobre o excesso Retenção e recolhimento pela PJ

Ponto de atenção: o limite de R$ 50 mil é calculado por empresa pagadora e por beneficiário de forma independente. Se um sócio recebe lucros de duas empresas diferentes, cada uma aplica o limite separadamente para fins de retenção na fonte.

3. A janela de transição e por que ela importa agora

Para lucros apurados até 31 de dezembro de 2025, ainda é possível manter a isenção integral. Mas existem três condições que precisam ser cumpridas:

  1. A distribuição deve ter sido deliberada e aprovada formalmente por órgão societário até 31/12/2025 (ou 31/01/2026, conforme prorrogação sob análise do STF)
  2. O pagamento efetivo pode ocorrer entre 2026 e 2028
  3. A ata de deliberação precisa estar registrada na Junta Comercial

Se a sua empresa tem lucros acumulados até 2025 e ainda não tomou essa decisão, vale conversar com seu contador agora — essa janela está se fechando.

4. Imposto de Renda Mínimo para altas rendas

A lei também introduziu o IRPF Mínimo (IRPFM) para pessoas físicas com rendimentos globais elevados — o que impacta diretamente o planejamento de sócios com maior volume de distribuição.

Quem é afetado: pessoas físicas com rendimentos anuais acima de R$ 600.000,00.

Como é calculado:

A alíquota efetiva segue a fórmula:

Alíquota Final = [(Rendimento Total − 600.000) ÷ 600.000] × 10%

Para rendimentos acima de R$ 1,2 milhão, a alíquota mínima é fixada em 10%. O IRRF retido pela empresa na distribuição de lucros pode ser compensado no ajuste anual para evitar a bitributação.

5. Como cada regime tributário é afetado

Simples Nacional

Mantém, a princípio, a isenção integral sobre dividendos com base na Lei Complementar 123/2006. Porém, atenção: os valores recebidos pelos sócios entram no cálculo global para fins de IRPF Mínimo, caso ultrapassem R$ 600 mil por ano.

Lucro Presumido

É o regime mais impactado pelas mudanças. A ausência de contabilidade completa pode impedir o uso de mecanismos que reduzem a carga tributária — tornando a retenção de 10% um custo definitivo e elevado, sem possibilidade de compensação.

Lucro Real

Empresas nesse regime têm mais ferramentas disponíveis para planejamento, justamente pela obrigatoriedade da contabilidade completa. É o cenário onde a assessoria contábil especializada faz maior diferença.

O que fazer agora

Para empresários e sellers de e-commerce, as ações mais urgentes são:

  • Revisar o regime tributário atual — especialmente quem está no Lucro Presumido
  • Verificar lucros acumulados até 2025 e avaliar a deliberação formal antes do prazo
  • Organizar a contabilidade mensal para atender às novas obrigações da EFD-Reinf
  • Calcular o impacto do IRPF Mínimo se os rendimentos globais ultrapassam R$ 600 mil/ano

Este artigo foi produzido pela Fibonacci, escritório de contabilidade especializado em tributação e e-commerce. Para uma análise personalizada do impacto dessas mudanças na sua operação, entre em contato com a equipe Fibonacci.

ComEcomm EX: 21/05 - Ribeirão Preto/SP

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