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Pesquisa revela: 44% das empresas de e-commerce usam apenas um ERP no interior Paulista

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É normal que um e-commerce opere com apenas um ERP. Na maioria das empresas, a escolha por um único sistema faz sentido: simplifica processos, reduz retrabalho e evita “ilhas” de informação.

A pesquisa ouviu 2.867 empresários de e-commerce, em 15 grupos regionais, para mapear qual ERP realmente está sendo usado no mercado. O recorte do interior paulista mostrou um dado direto: 44% das empresas usam apenas um ERP e, dentro desse cenário, aparece uma concentração relevante em ferramentas específicas, com destaque para o Bling no ranking apresentado.

Acompanhe este post até o final para entender mais sobre esses dados, ver o ranking completo da pesquisa e saber se você está escolhendo o ERP correto para a sua operação de e-commerce. Vamos lá? Boa leitura!

O que é ERP e por que ele virou o centro da operação

ERP é a sigla para Enterprise Resource Planning. Na prática, é o sistema que centraliza a operação da empresa e conecta rotinas que não podem falhar. No e-commerce, o ERP costuma ser o “cérebro” por trás da venda. A plataforma vende. O ERP garante que o pedido vire entrega, nota fiscal e financeiro organizado.

Quando o ERP não está bem resolvido, o e-commerce até vende, mas sofre para crescer. É aí que aparecem os problemas que mais consomem margem e tempo do lojista: estoque errado, pedido travado, nota fiscal virando gargalo, expedição lenta e retrabalho em planilhas.

A escolha e integração do ERP é um dos pontos que mais impactam produtividade, controle e escalabilidade de lojas virtuais.

O que um ERP precisa fazer bem no e-commerce

ERP não é “só gestão”. ERP é o que define a previsibilidade da operação. No e-commerce, as funções mais críticas costumam ser:

  • Gestão de estoque (entrada, saída, inventário, giro e ruptura)
  • Centralização de pedidos (loja virtual e marketplaces)
  • Emissão fiscal (NF-e e regras tributárias)
  • Gestão de compras e reposição
  • Financeiro básico (contas a pagar/receber e conciliações)
  • Integrações com plataforma, hubs, marketplaces e logística

Quando essas peças estão integradas, a operação flui. Quando não estão, o lojista fica refém de correções manuais.

O ranking da pesquisa realizada

Usar apenas um ERP é o padrão do mercado. O que chamou a atenção é a concentração em uma mesma ferramenta em um mercado com tantas realidades diferentes.

Confira o resultado da pesquisa com os ERPs citados pelos empresários de e-commerce:

  • 1º Bling
  • 2º Outros
  • 3º Olist ERP
  • 4º SoftUp
  • 5º TOTVS
  • 6º SAP

O que essa pesquisa ensina para o lojista

Esse dado do interior paulista revela um comportamento típico do e-commerce brasileiro: o lojista quer simplificar. Quer reduzir complexidade. Quer operar com previsibilidade. Quer um sistema que funcione no dia a dia.

A pergunta que vale para qualquer operação não é “qual ERP o mercado usa”. É:

  • Meu ERP reduz trabalho manual ou só desloca o problema?
  • Ele integra bem com meus canais de venda?
  • Ele aguenta meu volume em datas fortes?
  • Ele me ajuda a proteger margem e evitar ruptura?

Em um e-commerce que cresce, tecnologia é base. Mas processo é o que sustenta.

A pesquisa mostrou algo importante: mesmo em um mercado capilarizado, com perfis muito diferentes de operação, existe uma concentração forte em torno de determinadas soluções. Isso indica preferência coletiva, maturidade crescente e uma busca clara por eficiência operacional.

Para o lojista, a mensagem é direta. ERP não é custo administrativo. É alavanca de escala.

Se você quer trocar experiências com outros lojistas e entender como estruturar tecnologia, processos e operação para crescer com previsibilidade, torne-se membro do ComEcomm e faça parte do maior grupo de empreendedorismo, networking, educação e aceleração de e-commerce do Brasil.

Tributação de Lucros em 2026: o que mudou e o que todo empresário precisa saber

O ano de 2026 marca uma virada significativa no cenário fiscal brasileiro. Quem distribui lucros — seja dono de e-commerce, sócio de PME ou gestor financeiro — precisa entender as novas regras para evitar autuações, pagar o imposto correto e aproveitar as janelas de planejamento ainda disponíveis.

Neste artigo, a Fibonacci explica em linguagem clara o que mudou, o que permanece e quais ações tomar agora.

1. O fim da DIRF e a nova era da apuração em tempo real

A principal mudança operacional de 2026 é a extinção definitiva da DIRF — a Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte — que foi substituída por dois sistemas:

  • eSocial: para rendimentos do trabalho (salários, pró-labore, etc.)
  • EFD-Reinf: para os demais rendimentos, incluindo a distribuição de lucros

Na prática, isso significa que o processamento anual dá lugar à apuração mensal em tempo real. A Receita Federal passa a ter acesso às informações muito mais rapidamente — o que aumenta a necessidade de organização contábil ao longo do ano, e não apenas no fechamento.

O que muda no dia a dia da empresa:

Toda distribuição de lucros precisa ser informada mensalmente pelo evento R-4010 da EFD-Reinf, com três dados obrigatórios: valor bruto distribuído, valor tributável (o que ultrapassar R$ 50 mil) e o IRRF retido.

O imposto retido será confessado via DCTFWeb, gerando um DARF numerado para pagamento unificado com os demais tributos da empresa. E a ECF de 2027 (referente ao ano de 2026) exigirá o detalhamento completo dos lucros apurados e distribuídos.

2. A nova tributação sobre distribuição de lucros

Esta é a mudança mais impactante para sócios e empresários: o fim da isenção irrestrita sobre dividendos.

A nova legislação estabelece limites e alíquotas claras:

Faixa de distribuição mensal Alíquota de IRRF Responsabilidade
Até R$ 50.000,00 Isento Empresa (declaração apenas)
Acima de R$ 50.000,00 10% sobre o excesso Retenção e recolhimento pela PJ

Ponto de atenção: o limite de R$ 50 mil é calculado por empresa pagadora e por beneficiário de forma independente. Se um sócio recebe lucros de duas empresas diferentes, cada uma aplica o limite separadamente para fins de retenção na fonte.

3. A janela de transição e por que ela importa agora

Para lucros apurados até 31 de dezembro de 2025, ainda é possível manter a isenção integral. Mas existem três condições que precisam ser cumpridas:

  1. A distribuição deve ter sido deliberada e aprovada formalmente por órgão societário até 31/12/2025 (ou 31/01/2026, conforme prorrogação sob análise do STF)
  2. O pagamento efetivo pode ocorrer entre 2026 e 2028
  3. A ata de deliberação precisa estar registrada na Junta Comercial

Se a sua empresa tem lucros acumulados até 2025 e ainda não tomou essa decisão, vale conversar com seu contador agora — essa janela está se fechando.

4. Imposto de Renda Mínimo para altas rendas

A lei também introduziu o IRPF Mínimo (IRPFM) para pessoas físicas com rendimentos globais elevados — o que impacta diretamente o planejamento de sócios com maior volume de distribuição.

Quem é afetado: pessoas físicas com rendimentos anuais acima de R$ 600.000,00.

Como é calculado:

A alíquota efetiva segue a fórmula:

Alíquota Final = [(Rendimento Total − 600.000) ÷ 600.000] × 10%

Para rendimentos acima de R$ 1,2 milhão, a alíquota mínima é fixada em 10%. O IRRF retido pela empresa na distribuição de lucros pode ser compensado no ajuste anual para evitar a bitributação.

5. Como cada regime tributário é afetado

Simples Nacional

Mantém, a princípio, a isenção integral sobre dividendos com base na Lei Complementar 123/2006. Porém, atenção: os valores recebidos pelos sócios entram no cálculo global para fins de IRPF Mínimo, caso ultrapassem R$ 600 mil por ano.

Lucro Presumido

É o regime mais impactado pelas mudanças. A ausência de contabilidade completa pode impedir o uso de mecanismos que reduzem a carga tributária — tornando a retenção de 10% um custo definitivo e elevado, sem possibilidade de compensação.

Lucro Real

Empresas nesse regime têm mais ferramentas disponíveis para planejamento, justamente pela obrigatoriedade da contabilidade completa. É o cenário onde a assessoria contábil especializada faz maior diferença.

O que fazer agora

Para empresários e sellers de e-commerce, as ações mais urgentes são:

  • Revisar o regime tributário atual — especialmente quem está no Lucro Presumido
  • Verificar lucros acumulados até 2025 e avaliar a deliberação formal antes do prazo
  • Organizar a contabilidade mensal para atender às novas obrigações da EFD-Reinf
  • Calcular o impacto do IRPF Mínimo se os rendimentos globais ultrapassam R$ 600 mil/ano

Este artigo foi produzido pela Fibonacci, escritório de contabilidade especializado em tributação e e-commerce. Para uma análise personalizada do impacto dessas mudanças na sua operação, entre em contato com a equipe Fibonacci.

Desvendando a Escalada: Como PMEs Podem Escalar Vendas no E-commerce 11/03/2026


Masterclass ComEcomm 

Sucesskey, Edrone, Adidas e ComEcomm no mesmo painel.

A comunidade tem acesso gratuito a uma conversa com quem está no dia a dia do crescimento de e-commerces.

Lucas Vieira, Rafael Bueno, Jefferson Silva e Marco Aurélio vão falar sobre o que realmente move o ponteiro:
✔ Funis que convertem
✔ Métricas que guiam decisões
✔ Clientes que voltam a comprar

Papo sobre resultado real, aplicado na prática!

ComEcomm – Comitê de Líderes de E-commerce www.comecomm.com.br
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